A GAZETA – ES
Opinião
O homem da educação
30/06/2009 - Uchôa de Mendonça
Por cerca de três décadas, um emotivo e recatado capixaba, da maior verticalidade moral que pode existir em um ser humano, preside o sistema sindical do comércio brasileiro através da CNC – Confederação Nacional do Comércio, e os Departamentos Nacionais do SESC e do SENAC. Esse homem é Antonio Oliveira Santos.
O que segura esse sisudo senhor, de inflexível pronunciamento, à frente de tão poderoso sistema empresarial, que sustenta a economia nacional em mais de 64% do seu PIB – comércio de bens, serviço e turismo? O seu caráter. Sua inquestionável palavra.
Em momento algum, com relação a Antonio Oliveira Santos, a máxima de que "o homem não tem dois metros de altura, precisa ter caráter", foi tão bem aplicado.
De formação, engenheiro mecânico, engenheiro de manutenção de avião, professor universitário, empresário do comércio, um dos líderes no mercado avícola de nosso Estado, vive 24 horas na defesa dos interesses das atividades empresariais, abrigadas pela CNC – Confederação Nacional do Comércio e lidera cerca de 800 sindicatos patronais filiados às 27 federações do comércio e as organizações SESC e SENAC, mantidas pela contribuição empresarial, em todo país.
Avesso a badalações, de um raciocínio lógico impressionante, é um espírito devotado à educação, um dos raros homens que bate na tecla com segurança, da importância da educação no processo de desenvolvimento nacional.
Evoca aqui a figura do notável capixaba Antonio Oliveira Santos como uma espécie de conforto ao meio da impressionante crise que atravessa o país, com a falência moral da maioria dos nossos representantes públicos, onde raros se salvam, e ele serve como notável exemplo pela sua grandeza de caráter, dignidade com que ocupa um cargo e se mantém com impressionante respeito da extraordinária maioria dos seus pares.
Não duvido de que existam vários homens da estatura moral de Antonio Oliveira santos espalhados pelo Brasil, mas seria muito confortável, muito bom, para todos nós que, ao menos, em cada estado, tivesse uma meia dúzia de homens como ele, para enfrentar os desafios do desenvolvimento, que pensassem alto, com espírito elevado, com objetivo do futuro.
Faz pouco tempo ouvi pronunciamento de Antonio Oliveira Santos na inauguração de uma escola, na cidade de Aracruz, aqui no Espírito Santo, onde estava presente, dentre outras autoridades, o governador Paulo Hartung.
Confesso, senti pena quando terminou o discurso dele, onde aquelas quase mil pessoas presentes vibraram de entusiasmo pela contagiante oração, fruto da espontaneidade, num improviso fácil e envolvente, numa demonstração inequívoca de sua certeza de que o Brasil só encontrará sua verdadeira prosperidade, grandeza, com a educação de sua sociedade.
Seguidamente, SESC e SENAC, Brasil afora, inauguram importantes centros educacionais, para atender milhares de jovens, como vai acontecer proximamente em São Mateus, onde ergue-se um dos grandes empreendimentos educacionais do Estado, mantidos pelo SESC, que começa a abrigar um grande contingente de alunos numa escola primária e fundamental.
O Brasil tem, presentemente, 14 milhões de analfabetos: de sua população escolarizada, ativa, 72% não sabem discernir o conteúdo de um parágrafo com 10 linhas, que acabaram de ler num livro. É preciso educar essa gente de verdade, com determinação. Toda essa coletividade, desnutrida dos mais elementares princípios de educação se sentem impotentes diante das necessidades impostas pela vida moderna. Essas pessoas são, notoriamente dependentes de amparo de associações da caridade ou de programas governamentais, como Bolsa Família, que realmente complementam suas necessidades, como o caso do Mesa Brasil, importante instrumento de assistência alimentar que no Espírito Santo (como nos demais estados), é administrado pelo SESC, com apoio da Ceasa, empresários da cadeia alimentar ali instalados, produtores rurais e organizações de assistência social da Grande Vitória.
Todo esse mecanismo institucional vem sendo conduzido nacionalmente pelo capixaba Antonio Oliveira Santos, que tem dedicado mais de três décadas de sua existência à construção de um trabalho magnífico, tão grande como seu caráter, de forma altamente silenciosa e transparente, em benefício da grandeza nacional.
Gutman Uchôa de Mendonça escreve às terças-feiras e aos sábados. www.uchoademendonca.jor.br