Espaço Maker

 

O que acontece quando as gerações digitais, nascidas e crescidas na cibercultura, na Internet, na web, voltam seus olhares e atenção ao mundo físico?

 

Que reflexões, demandas, estranhamentos e proposições surgem quando sujeitos acostumados a protagonizar relações, produções, adaptações, customizações e compartilhamentos decidem atuar no mundo físico?

A geração digital está acostumada ao uso de ferramentas tecnológicas (de comunicação e informática) para o desenvolvimento de protótipos únicos, exclusivos, que atendam suas expectativas pessoais – e imediatas. Sujeitos habituados a desejar e fazer, precisar e realizar em curtos períodos de tempo.Sem qualquer necessidade de permissão, autorização ou negociação.

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Alterações de softwares e hardwares são comuns para os nativos da cibercultura. A personalização proveniente das adaptações, a tendência de produção de objetos autênticos e originais que contemplem a singularidade de expectativas é marca da relação dessas juventudes com as tecnologias disponíveis e seus benefícios.

 

Quando permitimos que esse movimento entre na escola, tornamo-nos mais dialógico com as juventudes forjadas pela cibercultura. Afinal, as crianças e os jovens que chegam à Escola hoje possuem, correndo em suas veias, a inclinação para o pensamento tecnológico e a lógica maker.

Eles realizam incessantemente a ligação entre o concreto e o virtual, e nesta fusão que expande o real, assumem a responsabilidade e o desejo de edificação/personalização de seus próprios itinerários formativos.

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Na esteira deste processo, cabe, ao professor do Terceiro Milênio assumir também a filosofia maker.

Assumindo com vigor e rigor, a necessidade de reconhecer-se e apresentar-se como um fazedor de coisas (do mundo real-virtual dos bits e do mundo real-concreto dos átomos) nas diferentes salas de aula.

Implementando suas ações educativas com produtos (materiais e imateriais) que expressem a força da invenção, da autenticidade e da originalidade, atraindo o interesse dos estudantes na mesma medida em que os convida para os modos cooperativos e colaborativos de produção de novos conhecimentos.

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