Escola SESC de Ensino Médio e a Formação de Educadores para o Ensino Híbrido

A Educação Híbrida sugere que sejam (re)pensados os tempos e os espaços da escolarização. Sugere também que haja (re)organização dos currículos e das metodologias de ensino e que os processos sejam personalizados e plugados na rede de dados/informações que a Internet oferece. Sem esquecer, claro, de convidar os alunos para a construção – em modo Wiki[1] – dessas novas propostas pedagógicas.

Para os educadores, a entrada nesse mundo de performances virtuais não é menos complicada do que a já desafiadora sala de aula física, na qual o carisma, o domínio dos conteúdos específicos e suas possíveis articulações com outras áreas do conhecimento, capacidade de expressão e comunicação são também fundamentais.O professor do Terceiro Milênio devepensar-se membro do rizoma que se relaciona às circunstâncias histórico-sociais e não às verdades absolutas, atuando como parte dessa rede humano-mundo formada pelos ambientes online e off-line. Deve valorar as coisas (animadas ou inanimadas) não apenas pelo que guardam em si, mas pela sua potência de conexão e compartilhamento. E ainda, reconhecer-se como um fazedor dessas coisas (do real-virtual e do real-concreto), implementando suas ações educativas com produtos (materiais e imateriais) que expressem a força da invenção, da autenticidade e da originalidade.

A apresentação da Escola Sesc na II Reunião de Diretores do Sesc (Setembro, Bertioga/SP) pretende compartilhar com os DDRR’s – especialmente seus núcleos e equipes de Educação – os desafios da formação docente (sucessos e resistências) para a ação educativa em uma perspectiva híbrida, necessária para despertar o desejo de aprender nessa incomparável geração de jovens do século XXI, recheada de makers, crafters, hackers e tinkeres[2].

[1] Para os “iniciados” na cibercultura, o modo Wiki é sinônimo de abertura e processos de produção de cultura e conhecimento em rede através de ações cooperativas.

[2]Mark Hatch, autor de ‘The Maker Manifesto’, cita a geração atual com esses importantes ‘personagens/protagonistas’: são construtores e artífices amadores, desenvolvedores de softwares e hardwares de garagem – mas extremamente habilidosos e bem-sucedidos na arte-ciência da (re)criação das ideias e das coisas (não necessariamente nesta ordem!), ávidos portanto, por coisas e pessoas que também ocupem a posição da (re)invenção permanente e da personalização dos processos humanos.

 

Confira:

 

Escola SESC de Ensino Médio – Encontro de Diretores – Set/2016

Contribuições para a Formação Docente